A Árvore Clínicas e o mistério da semente

Hoje foi plantado mais um pezinho de Árvore, desta vez no jardim da Nutrição. Como seria bom se isso houvesse ocorrido como uma onda de amor devoradora de corações, para o bem deste nosso mundo tão judiado e tão necessitado de Deus!

Mas não foi assim. Tudo se passou como se nada se passasse.

Tudo aconteceu como deveria acontecer: silenciosamente, quatro pessoas (eu, Vítor, Juliana e Alessandra), se reuniram nos jardins da Nutrição, conversaram, falaram de si e até um pouco de Deus também. A Dr. Arnaldo e a Teodoro continuaram esse despejo interminável de gente, as pessoas continuaram entrando e saindo da faculdade sem notar nenhuma árvore nova no jardim, as ciências continuaram ciências e os que a fazem continuaram incrédulos.

Quero pedir licença a vocês pra fazer uma breve reflexão aqui, que diretamente nada tem a ver com o que a gente falou hoje lá na nova Árvore (ou pra ficar mais coerente com a sintaxe focolarina: a Árvore nova. Ehhehehe). Mas é que me deu uma baita vontade de falar sobre isso e me pareceu bem a propósito neste momento de transporte da nossa experiência a mais um cantinho de São Paulo.

Foi com a Ana Elisa que eu entendi o absurdo disso que a gente está fazendo, disso que é a tal da Árvore. Isso de cristãos se reunindo na USP, num lugar tão carente de misticismos e tão cheio de ceticismos e vaidades. Foi ao vê-la chorar em seu depoimento numa das nossas missas que eu entendi o tamanho da nossa inocência e simplicidade, imaginando que a universidade mudaria alguma coisa por nossa causa.

Muito tempo depois, lendo um livro do Papa Bento sobre Jesus, pude compreender um pouquinho que o destino da Árvore está em relação íntima com o mistério da semente, que é o mesmo mistério dos profetas. “Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto.” (Jo 12,24).

Os discípulos de Jesus, após a parábola do semeador, ao lhe perguntarem o porquê de ele falar tudo em parábolas, ouvem a seguinte resposta: “A vós ofereceu Deus o mistério do Reino de Deus: mas aos outros que estão de fora é tudo em enigmas, de modo que (como está escrito) ‘vejam e, no entanto, não vejam, ouçam e no entanto não compreendam, não aconteça que se convertam  e que Deus lhes perdoe’” (Mc 4,11-12). Correndo o risco de ser cansativo, permitam-me reproduzir os comentários do Papa sobre essa passagem:

<< O que é que isso significa? Será que as parábolas do Senhor servem para tornar a sua mensagem inacessível e para reservá-la apenas para um pequeno círculo de eleitos, aos quais ele mesmo as explica? Será que as parábolas não querem abrir, mas sim fechar? Será que Deus é partidário e não quer o todo, mas apenas uma elite?

Se queremos compreender a palavra misteriosa do Senhor, devemos lê-la a partir de Isaías, que ele cita, e devemos lê-la também a partir do seu caminho, cuja saída ele conhece. Jesus, com esta palavra, coloca-se na linha dos profetas — o seu destino é o destino dos profetas. A palavra de Isaías é no seu todo ainda mais severa e assustadora do que o resumo citado por Jesus. No Livro de Isaías diz-se: “Obceca o coração deste povo, ensurdece-lhe os ouvidos, fecha-lhe os olhos, para que não veja nada com os seus olhos, não ouça com os seus ouvidos, não entenda com o seu coração e não se cure de novo” (Is, 6,10). O profeta fracassa: a sua mensagem contradiz demasiado a opinião geral, os hábitos de vida adquiridos. Só por meio do seu fracasso é que a sua palavra há de tornar-se eficaz. Este fracasso do profeta permanece como questão obscura ao longo de toda a história de Israel e repete-se, de algum modo, sempre na história da humanidade. Este é também, antes de mais nada, o destino de Jesus de Nazaré: ele termina na cruz. Mas precisamente a partir da cruz vem a grande fecundidade.

(…) Ele mesmo é a semente. O seu “fracasso” na cruz é precisamente o caminho para chegar a todos, dos poucos aos muitos: “E eu, quando for elevado da terra, hei de atrair todos a mim” (Jo 12,32).

O fracasso dos profetas, o seu fracasso, aparece aqui noutra luz. É precisamente o caminho para onde “eles hão de se converter e serão perdoados por Deus”. Este é justamente o modo como agora todos os olhos e todos os ouvidos serão abertos. >>

Não se entristeça o nosso coração com a esterilidade das nossas Árvores. Nós (mesmo nós cristãos), filhos de um tempo no qual é difícil aceitar o que não se explica, não somos mais muito receptivos àquilo que é Mistério, precisamente porque não podemos explicar. Mas tenhamos a fé de que tudo concorre para um bem maior. E que o fracasso das nossas Árvores levem muitos à conversão, ainda que não vivamos para ver isso.

Gustavo

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Palavra de vida – Abril de 2009

“Vigiai, portanto, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.” (Mt 24,42)

Já observou que geralmente você não vive, mas vai levando a vida na espera de um “depois” que lhe traria a “felicidade”?

Na verdade, um “depois-feliz” realmente chegará, mas não será aquele que você espera.

Um instinto divino faz você esperar por alguém ou por alguma coisa que possa satisfazê-lo. Talvez, então, você pense nos dias de festa, ou no tempo livre, ou num encontro especial… Essas coisas, porém, não o deixam satisfeito, ou, pelo menos, não plenamente. E volta a monotonia de uma existência vivida sem convicção, sempre na expectativa de alguma coisa.
A verdade é que, entre os fatores que compõem a sua vida, existe um do qual ninguém pode escapar: é o encontro frente a frente com Deus que vem. É essa a “felicidade” pela qual você inconscientemente anseia, pois você existe para ser feliz. E a felicidade plena somente Deus lhe pode dar.
E Jesus, conhecendo o quanto é difícil – para você e para mim – encontrar o caminho que conduz a ela, nos adverte:

“Vigiai, portanto, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.”

Vigiai. Estai atentos. Permanecei acordados.
Porque, se no mundo há muitas coisas que podem ou não acontecer, existe uma sobre a qual não resta a menor dúvida: um dia também você vai morrer. E isso para o cristão significa apresentar-se diante de Cristo que vem.

Pode ser que você seja como a maioria das pessoas, que esquecem a morte deliberadamente, de propósito. Você tem medo daquele momento e vive como se ele nunca fosse chegar. Diz com a sua vida terrena, com o apego cada vez maior a ela: a morte me amedronta, portanto não existe. Mas esse momento chegará. Porque Cristo vem com certeza.

“Vigiai, portanto, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.”

Com essas palavras, Jesus quer referir-se à sua vinda no último dia. Assim como Ele subiu ao céu em meio aos apóstolos, da mesma maneira haverá de voltar.

Todavia, essas palavras querem exprimir também a vinda do Senhor no fim da vida de cada pessoa. Afinal, quando o homem morre, para ele o mundo terminou.

E uma vez que você não sabe se Cristo virá hoje, esta noite, amanhã, ou daqui a um ano ou mais, é preciso vigiar. Exatamente como aqueles que ficam acordados, por saberem que os ladrões virão saquear sua casa, mas desconhecem a hora.

E, se Jesus vem, quer dizer que esta vida é passageira. Por isso, ao invés de menosprezá-la você deve dar-lhe a máxima importância, deve preparar-se para esse encontro com uma vida digna. (…)

“Vigiai, portanto, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.”

Sem dúvida, é preciso que também você vigie. A sua vida não é apenas uma sucessão pacífica de ações. É também uma luta. E as mais variadas tentações, como a da vaidade, a do apego ao dinheiro, a da violência, as de caráter sexual, são os seus primeiros inimigos.

Se você vigiar sempre, não se deixará apanhar de surpresa. Mas somente quem ama vigia bem. Vigiar é próprio do amor. Quando se ama uma pessoa, o coração vigia sempre, e cada minuto transcorrido à sua espera é vivido em função dela.

É assim que se comporta uma esposa amorosa nas tarefas diárias ou quando prepara alguma coisa para o marido ausente: faz tudo em função do seu esposo. E quando ele chega, na saudação exultante com que ela o recebe, está presente toda a riqueza do trabalho do dia.

É assim que se comporta uma mãe, quando faz seu pequeno descanso enquanto assiste o filhinho doente. Ela dorme, mas o seu coração vigia.
É assim que se comporta quem ama Jesus. Faz tudo em função dele, encontra-o nas simples manifestações da sua vontade em cada momento, e o encontrará solenemente no dia em que Ele vier.

É o dia 3 de novembro de 1974.Conclui-se, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, um encontro espiritual de 250 pessoas, sobretudo moças, muitas das quais provenientes da cidade de Pelotas. O primeiro ônibus, com 45 pessoas, está partindo: muitos cantos, muita alegria. A certa altura da viagem, algumas jovens rezam juntas os mistérios dolorosos do terço e pedem a Nossa Senhora que as ajude a ser fiéis a Deus, até a morte.Numa curva, por causa de um defeito mecânico, o ônibus sai da pista e rola num precipício de uns cinquenta metros de profundidade. Morrem seis moças.Uma das sobreviventes diz: “Vi a morte de perto, mas não senti medo, porque Deus estava ali presente”. E uma outra: “Quando percebi que podia locomover-me entre as ferragens, olhei para o céu estrelado e, ajoelhada entre os corpos das minhas amigas, rezei. Deus estava ali conosco…”.  O pai de uma das vítimas contou que a filha costumava dizer: “Morrer é uma coisa bacana, papai, a gente vai se encontrar com Jesus”.

“Vigiai, portanto, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.”

As jovens de Pelotas, porque amavam, vigiavam e, quando o Senhor veio, elas foram ao seu encontro com alegria.

Chiara Lubich

Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em dezembro de 1978

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Encontro da árvore!!!!

Oi gente bonitaaaa

tah chegando o final de semana e com ele o tão tão lindo e esperado encontro da árvore!!!! para aqueles que nao sabem do que se trata, é um final de semana q reservamos para estarmos juntos, como uma reunião da árvore mais estendida, aqui tem uma fotinha de um pic nic feito no encontro de 2007pic-nic-arvore, para quem estiver interessado em participar sinta-se mais do que convidado, é uma ótima oportunidade de fazermos com que a árvore cresca mais linda e frondosa!!!!!

quem quiser saber mais detalhes é só entrar em contato ou por aqui ou com:  Natália, naticassiolato@gmail.com

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Missa de recepção aos Calouros 2009

Auditório Lupe Cotrim - ECA

Auditório Lupe Cotrim - ECA

Oi Pessoal!

Nessa semana tivemos nossas missas de recepção aos calouros e queria colocar aqui o link para que todos possam ver as fotos.

Quero também dividir aqui a experiência que li na missa do meio dia.
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Foi no ano de 2004 que entrei na USP. Conheci o grupo da Árvore por meio de amigos e em 2005 comecei a frequentar as reuniões. No começo aquelas reuniões na sombra da famosa Árvore da USP eram para mim apenas horas descontraídas em contraste com a correria das responsabilidades acadêmicas. Mas depois tornou-se além disso uma parada obrigatória para encontrar com verdadeiros amigos que desejavam construir na universidade algo que ia muito além das suas próprias carreiras.

A Árvore é um grupo que já existe há um pouco menos de dez anos. Todos os membros são renovados periodicamente, porque aqueles que se formam dão lugar aqueles que entram na USP. Mas o espírito continua sempre idêntico, de diálogo, comunhão de experiências e unidade.

No começo eu achava estranho que bem dentro da USP um grupo se reunisse para pensar Deus, a sociedade e a religião. Mas depois entendi que se tratava de uma demanda que nascia antes de tudo como fruto de um relacionamento de amizade. Não se tratava de pessoas que queriam levar a religião para dentro dos muros da universidade, mas de pessos religiosas que desejavam viver uma experiência religiosa em suas vidas, e porque não, dentro dos muros da universidade?

Foi a partir deste grupo que encontrei as pessoas mais maravilhosas que já conheci, verdadeiros amigos capazes de dar a vida um pelo outro. Através da Árvore conheci também o Movimento dos Focolares, que depois de um certo tempo de experiências, decidi me inserir.

Hoje percebo como minha vida na universidade, esse pedaço tão importante da vida de uma pessoa, foi determinada pelas relações que estabeleci com as pessoas que conheci na Árvore. E, por fim, gostaria de agradecer a cada um pelo raio de luz que me deram para iluminar a minha vida de forma tão permanente.

Felipe Silva
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AFAGO

Este é meu primeiro post aqui e também o primeiro do blog. Vou procurar ignorar a responsabilidade da estréia e adotar o tom simples e prático que o assunto demanda.

Fui hoje com a Dri, cuja companhia foi fundamental porque sem ela eu não teria muita coragem e ânimo pra mexer meu traseiro gordo, para a AFAGO. A moça também foi importante porque sou tímido eu não teria feito as dezenas de ligações que ela fez até chegar na Marilen, a moça que iria nos receber lá, e porque ela exerceu a função de navegadora, levando até um GPS. Tá certo que ela discutiu um pouco e acabou até ferindo os sentimentos do aparelinho, que tentou nos mandar pra alhures, mas no fim das contas ela leu a palavra de vida sobre amar os inimigos, perdoou, a paz reinou e o bicho se revelou fundamental pro nosso sucesso na tarefa de navegação e sobrevivência urbana.

Tá, vou parar de dramatizar e ser mais objetivo. Prometo. Tentarei. Aí chegamos lá e eu dei uns foras, perguntando em que focolare a Marilen tava morando, sendo que ela já saiu há um tempão do focolare. Fomos na sala e pegamos lá as caixas, cerca de 150, que estão pintadas e não foram coladas na parede provavelmente porque não daria pra cobrir mais uma parede inteira. As cores são principalmente verde e amarelo. Eu não sabia que as caixas de lá estavam pintadas. Fiquei me perguntando se precisamos mesmo pintar de novo essas caixas. Bom, agora elas tão no meu carro e vou levar pra Mariápolis amanhã. Tem ainda duas paredes pra cobrir, e estimamos que serão necessárias cerca de 450 caixas pra isso. Então faltam umas 300. Daniel Peter, quantas você já juntou indo na espiga?

Então, mas nós não sabíamos que o Daniel estava juntando caixas na Mariápolis e achamos que estavam faltando mesmo 300. Aí voltamos da zona sul e fomos procurar mais caixas. A Dri teve a idéia de ir no CEAGESP, já que lá tudo é de montão, tínhamos a chance de conseguir de uma vez todas. Conversamos com vários distribuidores de ovos e a maioria manda as caixas de volta pra granja, pra reutilizar. Alguns queriam vender as caixas usadas mas limpinhas e em bom estado. 12 centavos por caixa. 36 reais as 300. Pensamos seriamente em comprar, mas aí concluímos que deveríamos aproveitar a rede de contatos aqui do blog e da lista pra mobilizar as pessoas pra pedir as caixas digrátis em estabelecimentos menores, que as jogam fora. Fomos ainda no Wal Mart e o gerente lá nem deu bola pra gente e disse que não dava pra doar caixas. No fim foi uma boa não ter comprado, porque o Daniel já tava juntando. E também é bem melhor salvar caixas do lixo do que comprar as semi-novas =).

Bom, pessoal, é isso. O pessoal lá na AFAGO estava pintando as paredes de toda a sede quando chegamos. Fiquei com a impressão que a pequena sala que temos que cobrir com caixas de ovos é um trabalho bem pequeno em vista de tudo que fazem lá. Então vamos acabar logo com isso e partir pra próxima!

Penso que a idéia do Daniel de escrever propostas de financiamento é muito importante. Realmente uma ótima idéia. É bom amar com os músculos, mas, pra falar a verdade, tem um monte de gente lá que poderia conseguir caixas e as colar. Tem bem menos gente lá que pensaria em escrever pra conseguir dinheiro, que é uma coisa impactante. Por outro lado, se não tivéssemos ido lá colar as caixas possivelmente o Daniel não teria pensado na proposta de financiamento. Então tudo é fundamental =). Principalmente, sua ajuda é fundamental!

P.S.: Bom, percebi que este post tá bem obscuro pra que já não tá por dentro do assunto.  Não explico o que é AFAGO, onde é, pra que as caixas de ovos e várias outras coisas importantes. Alguém poderia por favor escrever um post de apresentaçao da AFAGO? Poderia ser bem simples, se tiver uma foto pra alegrar o blog acho bem legal. Desculpem também pela ordem confusa do texto. Tá tarde e o encontro com a Eli começa amanhã cedo!

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